Verde que te quero verde

Brasileiro tem o costume de dizer que o parque é a praia dos ingleses. Entendo a comparação. O parque é realmente o destino dos que querem uma boa caminhada ao ar fresco. Também vão pra lá os que precisam andar os cachorros, distrair – e cansar – as crianças, fazer exercício, socializar e relaxar. Como na praia. Os parques de Londres, porém, são mais democráticos pela própria geografia. Eles ocupam 40% da Grande Londres, classificada como a 5a cidade mais verde do mundo. Há 35 mil espaços verdes na capital cobrindo um total de 35 mil acres. Um número fenomenal. E, por consequência, tornam-se bem mais acessíveis ‘a uma camada muito maior da população.

Os mais conhecidos são os 8 Royal Parks* – antigos territórios onde a realeza costumava caçar. Entre estes estão os famosos Hyde Park, Kensington Gardens e Richmond. Depois tem os Council Parks**, criados entre o século 19 e a 2a Guerra Mundial e de propriedade das mini prefeituras. Aí você tem Garden Squares, Green Spaces e Commons. E hoje em dia, Roof Gardens que não entraram nesta conta de 40%

Cuidado como se fosse uma pinrtura

Ontem fui ‘a pé ao Battersea Park. Só preciso atravessar uma ponte. Já devo ter ido lá umas centenas de vezes . Quando meus filhos eram menores, eu os levava no parquinho – área com balanços, gangorras etc. Depois eles fizeram aulas de tênis, participaram de escolas de futebol, jogaram frisbee, brincaram com cachorros, deram comida aos patos, andaram de pedalinho, de bicicletas e de triciclos, visitaram o mini zoo, tiveram o Spots Day da escola na pista de atletismo, foram a Parques de Diversão temporários e a mini festivais de coisas variadas – comida, música, mágica, animais… As opções parecem inesgotáveis.

E o povo, eclético como só uma verdadeira democracia permite, aparece para ler livro, jogar futebol, chutar bola com o filho, andar o cachorro , fazer ioga ou participar de uma volta anual de ciclismo. Tudo no mais absoluto respeito ao próximo. Não tem ninguém com caixa de som ouvindo música alta, andando de bicicleta na área proibida ou deixando os cachorros andarem pelos canteiros de flores. As pessoas estão programadas para pensarem nos outros. É a vida funcionando num ritmo respeitoso. Eu respirava fundo e observava com o maior prazer a paz, o ar puro e a felicidade em ver uma sociedade funcionando no seu melhor.

  • Royal Parks

** Council Parks

4 Replies to “Verde que te quero verde”

    1. Daiane, já me fiz esta pergunta algumas vezes. A gente acaba gostando do que conhece melhor, né? O Hyde Park é maravilhoso. O Battersea é de uma funcionalidade excepcional; o Richmond é o mais ‘selvagem’; tem até cervos. O St James é o mais elegante e por aí vai. Escrevi uma matéria sobre isto uns 15 anos atrás! Enfim, respondendo a sua pergunta Eu teria de sizer Hyde Park, pois eu conheço bem, é lindíssimo e de fácil acesso por todos os lados – há 7 estações de metrô de onde soe pode ir a pé. Tem uma galeria de arte maravilhosa dentro, hospeda concertos e feiras natalinas; aulas de equitação, atletismo….Pretendo fazer o mesmo tipo de texto sobre outros parques aqui no meu blog. abraço

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